Você sabia?

Traição virtual: o novo perigo que ronda os casais

4 min de leitura freemeet
Traição virtual: o novo perigo que ronda os casais

A sua relação parece perfeita, mas as redes sociais e as mensagens começam a criar rusgas. No início desvaloriza, só que, com o tempo, este vício digital corrói o romance e tira-lhe o sono no freemeet.

A vossa relação até vai de vento em popa. Só que, de repente, a Internet ou as SMS começam a meter-se ao barulho. Ao princípio, nem se liga. Só que, com o tempo, o assunto começa a pesar à séria na vossa vida amorosa.

Esta espécie de traição — mesmo que venha embrulhada no laço da «brincadeira» — dá cabo dos nervos a qualquer um. Afinal, o que é que ele anda ali a fazer colado ao ecrã com aquela cara de anjinho? Quem é a alma caridosa que não para de lhe mandar mensagens? E já agora: será que a infidelidade virtual consegue destronar a clássica traição física?

A tecnologia ao serviço dos infiéis

Com a Internet, o tabuleiro mudou de figura. Quem gosta de andar a saltar a cerca percebeu rapidamente que a rede é um petit-suisse para alimentar desejos proibidos. Mas afinal, o que é isso de ser infiel no digital? Dar uma escapadinha online conta mesmo como trair?

Hoje em día, estas modas estão ao virar da esquina. O pior de combater um fantasma digital é que nem sequer sabemos bem por onde pegar. Para trair através da net ou de uma plataforma de engate, escusa de ir para debaixo dos lençóis com alguém.

Tudo se passa no reino da fantasia, por muito que isto caia na gaveta do adultério. No mundo virtual, o contacto físico não entra na equação. Ainda assim, a ligação emocional pode sair tão reforçada que a facada dói a dobrar a quem fica do outro lado a ver navios.

Plataformas de encontros, linhas de telemensagem erótica ou webcams marotos dão palco a qualquer um para realizar desejos inconfessáveis. Seja um engate de uma noite ou um caso prolongado, trair com a protecção de um ecrã continua a ser uma rasteira feia.

As razões de uma infidelidade virtual

Antigamente, para trair era preciso tocar! Só que, sem uma base sólida de confiança e diálogo, as redes sociais e a web encarregam-se rapidamente de arruínam um casal. Esta nova vaga 2.0 ainda é muito desvalorizada. Contudo, há legiões de parceiros furiosos com o tempo que a outra metade gasta agarrada ao telemóvel. Uns chegam mesmo ao ponto de vasculhar historiais, perfis e mensagens às escondidas.

Este submundo digital funciona como um vírus silencioso nas relações, capaz de empurrar casais para o abismo da separação ou da traição consumada. Na net, as inibições evaporam-se num piscar de olhos e as barreiras caem por terra. É o cenário perfeito para inventar uma persona e dar um brilho a uma rotina cinzenta.

Do virtual ao físico

O grande perigo destas historietas é a linha ténue que separa o faz-de-conta da realidade. Nada impede alguém de acabar por dar o passo em falso e ceder à tentação. Por mais dissimuladas que pareçam as tromperies [nota interna: manter o sentido mas com tom natural] digitais, não deixam de ser uma quebra de lealdade. Para que arriscar a intimidade a dois com uma terceira pessoa? É o mesmo que brincar com o fogo ou cruzar uma fronteira sem bilhete de volta.

De resto, a infidelidade emocional consegue ser bem mais devastadora do que um deslize puramente físico. Mandar umas larcatas e cuscuvilhar com outro é logo vivido como uma facada nas costas. Visto de fora, até pode parecer uma brincadeira inofensiva — afinal, sem sexo pelo meio, que mal tem?, argumentam alguns. E, no entanto, a infidelidade virtual deixa um rasto de destruição à base de revolta, silêncios e a amarga sensação de palhaço. Tudo isto bate cá dentro com força real, quer estejamos a falar de um flirt passageiro, de uma dependência digital ou de uma paixão secreta que cresce pelas costas do companheiro.

Partilhar este artigo

Gostaste deste artigo?